Hoje inauguro aqui no blog a rubrica "Ligações Perigosas". As primeiras vítimas: Hitler e o Rato Mickey.
Se pensam que é improvável que estes dois tenham tido uma tórrida ligação, digo-vos que a sua relação teve todos os ingredientes de uma telenovela de sucesso:
Fase 1: paixão assolapada.
Fase 2: amor sincero.
Fase 3: traição e desespero.
Fase 4: renegação e vingança.
A 22 de Dezembro de 1937, o Ministro da Propaganda Goebbels escrevia no seu diário perfumado:
Goebbels, Goebbels… Devias ter-lhe dado uma gravata.
Assim começou (ou continuou) a paixão não correspondida de Hitler pelo Rato Mickey.
Numa entrevista, o filho de Albert Speer, arquitecto e Ministro do Armamento do Reich, conta que quando se deslocava com o pai à mansão de Hitler nas montanhas, entretinha-se a ver filmes do Rato Mickey no cinema privado do Führer.
Mas esta felicidade não podia durar para sempre, pois Walt Disney, alheio aos sentimentos que a sua personagem despertara no coração do líder da Alemanha Nazi, usava os amigos do Rato Mickey para fazer propaganda contra Hitler e os seus seguidores. Embora um filme protagonizado pelo Rato já tivesse sido proibido na Alemanha em 1930, a guerra foi, digamos, a última gota: em 1941, Mickey foi declarado inimigo do Estado e banido da Alemanha. Perante o perigo de revelar a hipocrisia dos dirigentes nazis, Goebbels teve de manter o seu presente de Natal em segredo. Toda a gente sabe que a melhor maneira de manter uma coisa em segredo é confiá-la a um querido diário.
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